75-the-shack

A Cabana – 2017 – Stuart Hazeldine

shack_xlg

Um homem perde a filha e a partir daí, vive uma vida de tormento e tristeza, convivendo com a culpa e revolta constantes. Assim é a trama do filme A Cabana.
Baseado no best seller homônimo de William P. Young, o filme consta com grandes nomes como Sam Worthington (Avatar) e Octavia Spencer (Estrelas Além do tempo) em um drama carregado de religiosidade e emoção.

O filme inicia com a história da infância de Mack (Worthington) e toda a problemática que a envolve, traçando uma linha de tempo que justifica seu comportamento quando adulto, explicando seus traumas e sua distância da religião. Logo somos imersos no núcleo familiar de Mack adulto, casado com Nan (Radha Mitchell), pai de três filhos e um servo fiel na igreja local, até que uma grande tristeza pega a família de surpresa, trazendo o luto e distanciamento a todos.

Em seu sofrimento solitário, Mack recebe um convite inusitado a comparecer na cabana onde, possivelmente sua filha fora assassinada, e o mesmo convite é assinado por “Papai”. O nome em questão é colocado como a forma com que Nan trata a Deus. Cheio de dúvidas e achando aquilo uma brincadeira de mau gosto, Mack vai até a cabana, preparado para confrontar o assassino da filha, mas lá há a surpresa.

A trama de A Cabana é conhecida por todos, mesmo por quem não leu o livro, como eu. Sabemos do encontro com Deus e de todo o ambiente religioso que contorna a história, porém não esperava que uma história tão aclamada me parecesse tão sem sal.

O filme não é ruim; tomadas que fazem seus olhos brilharem, cenários deslumbrantes, o contraste de cores entre o luto e o encontro com Deus. Mas isso não faz o filme interessante.

A atuação de Sam Worthington é mediana, perdendo toda a simpatia para a santíssima trindade retratada no filme, que nos cativa de forma simples, com a atuação maravilhosa de Octavia Spencer como Deus, Aviv Alush como Jesus e Sumire Matsubara como Sarayu. Alice Braga tem uma participação importante mas infelizmente, esquecível, assim como Tim McGraw

O filme é obviamente emocionante, mas sem novidades. Segundo ouvi de alguns leitores, algumas coisas importantes da trama foram deixadas de lado, e sinceramente, não consigo entender os motivos para tal. Não é um filme que eu recomendaria a qualquer pessoa, mas sim, a quem leu o livro e já conhece toda a história.

Trailer legendado:

Trailer dublado: