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Atômica – 2017 – David Leitch

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No final de 1989, no ápice da queda do Muro de Berlim, Lorraine Broughton, agente do serviço secreto inglês, MI6, é enviada à Berlim em busca de um dossiê capaz de revelar identidades de agentes em campo. Enfrentando o interesse da KGB, Lorraine tem de lidar com inimigos onde menos espera.

Esta é a sinopse do filme Atômica (Atomic Blonde, 2017) que estreia dia 31 de agosto nos cinemas do Brasil. E olha, colocando o meu na reta, arrisco a dizer que é um dos melhores filmes do ano, até agora.

O filme nos leva a um ponto importante da história recente. O Muro de Berlim, que dividiu por anos a Alemanha em capitalismo e comunismo, e que teve em sua queda o marco do fim da Guerra Fria.
Somos levados ao final dos anos 80 pela trilha sonora impecável, que nos ambienta de forma maravilhosa. Inclusive, a mesma se encontra disponível no Spotify. Recomendo.

A história é tão bem amarrada, tão complexa e cheia de detalhes, que às vezes, nos sentimos um pouco confusos. Digo isso porque, por se tratar de uma trama de espionagem internacional, nunca sabemos quem fala a verdade, e a forma com que nos é contada a história, tem justamente o intuito de nos deixar com várias teorias formadas em nossa mente, apenas para nos esclarecer no fim do filme. Desculpem os que consideram isso um spoiler, mas é a realidade.

Não é um filme irreal de espionagem. Não é o novo 007 com uma mulher, como muitos disseram antes de seu lançamento, em minha roda de amigos. Atômica nos traz uma espiã que tem suas falhas, apesar de ser badass. As pancadarias são bem ensaiadas, mas você vê a heroína apanhar, ficar tonta, se machucar. É de uma humanidade maravilhosa.

A fotografia nos presenteia com cenas lindas de se assistir, e o tom ritmado do filme, não nos permite tirar os olhos da tela, ou se distrair com algum pensamento corriqueiro. Somos colocados dentro da trama, dentro da história, de uma forma tão maravilhosa, que saímos da sala de cinema pensando no tiro de filme que acabamos de levar.

Destaque para Charlize Theron que convenhamos, está sempre impecável, e McAvoy que nos presenteia com um personagem complexo. Destacaria também Sofia Boutella e Bill Skarsgart, o futuro Pennywise, que apesar dos pequenos papeis, nos apresentam tanto a vulnerabilidade de protagonista, quanto o quão genial ela pode ser.

Recomendo a todos que assistam, pois com toda certeza, é uma agradável surpresa.

Trailer legendado: