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Gêneros e subgêneros musicais

Desde os tempos mais remotos a música acompanha a humanidade, seja embalando eventos festivos, sendo parte do folclore de um determinado povo ou simplesmente servindo de trilha sonora para um momento a sós ou a dois. A música também evolui com o passar do tempo, seja em tecnologias para construção de instrumentos, nos métodos de gravação e reprodução de arquivos musicais e até mesmo na diversidade de estilos.

Categorizar músicas pelo seu estilo é um dos jeitos mais fáceis (senão o mais fácil) de agrupar artistas com características semelhantes. Atualmente contamos com uma certa riqueza quanto à diversidade de estilos musicais. Só para ilustrar essa riqueza podemos citar estilos como pop, rock, samba, jazz, blues, funk entre outros. Na verdade, se fosse para listar todos os estilos musicais existentes, esse texto seria simplesmente uma enorme lista de estilos musicais. Além disso, é necessário lembrar que há determinados estilos que se subdividem, criando assim novos gêneros musicais.

Quando pensamos nos diferentes gêneros musicais existentes, logo tendemos a separar aqueles que mais nos agradam e automaticamente os classificamos como boa música. Já aqueles estilos que fogem ao nosso gosto, dizemos que é música ruim, que não presta, etc. O problema nisso tudo não está no fato de gostar mais de um estilo em detrimento de outro, muito pelo contrário. Já que existem tantos estilos diferentes é normal que cada pessoa tenha o seu favorito. O problema é quando tomamos um determinado estilo como ruim só porque ele não condiz com o nosso gosto pessoal. Há músicas boas e ruins em todos os estilos musicais, portanto, dizer que um estilo é melhor que outro é um grande erro. O máximo que podemos dizer é que preferimos um estilo a outro.

Eu gosto é de rock! Ops…

Outra questão no que se refere aos estilos musicais é a sua abrangência. Tomarei como exemplo a MPB. Pergunte a qualquer um quem são os maiores nomes da MPB e você terá nomes como Toquinho, Tom Jobim, Elis Regina e Caetano Veloso, isso só para citar alguns. Porém, essa nomenclatura pode não corresponder com a atual realidade, uma vez que MPB significa Música Popular Brasileira. Hoje em dia o que é popular, o que está de fato na boca do povo são nomes como Jorge e Mateus, MC Guimé e Aline Barros, artistas que são classificados como sertanejo, funk e gospel respectivamente. Sendo assim fica a dúvida: seriam eles MPB ou não? Se sim, eles podem ser MPB e gospel ao mesmo tempo? (no caso da Aline Barros). Logo, o termo MPB pode ficar muito vago dependendo da resposta para essas perguntas  

Aproveitando a deixa, vou falar do funk. O já citado MC Guimé é conhecido por tocar funk. Mas ao estudarmos a genealogia do funk, um estilo que nasceu da black music nos Estados Unidos, chegamos a um estilo de sonoridade bem diferente do que se conhece aqui no Brasil. Dentre os precursores do funk, temos James Brown, Funkadelic e Parliament. Sendo assim, o que seria o funk afinal de contas?

Aprende funk comigo, rapaz!

Como bom roqueiro que sou, não posso deixar de abordar o bom e velho rock. Como vários outros estilos, o rock com o passar dos anos foi evoluindo e com isso surgiram subgêneros dentro dele. A ideia do estilo se subdividir a princípio é boa, pois ajuda a diferenciar artistas/bandas que possuem características comuns entre si. Rock Progressivo é totalmente diferente de Punk Rock por exemplo, mas ambos são Rock. Se fossemos nos referir a ambos subgêneros simplesmente como rock ficaria algo muito confuso devido às diferenças que cada um carrega. O problema dos subgêneros começa quando o público passa a inventar rótulos muito específicos, geralmente com a intenção de categorizar um artista em específico. Nesses casos aparecem as maiores pérolas do tipo Power Symphonic Neo-Classical Japanese Punk Rock (ok, ok, eu sei que agora eu apelei….)

Em resumo, o que pretendo dizer com tudo isso é que categorizar as músicas por seu estilo é bom para separar e entender mais precisamente aquilo que gostamos, sempre evitando os excessos na hora de fazer subdivisões, pois, assim criamos nichos muito específicos e reducionistas. Todos os gêneros oferecem coisas boas, portanto mesmo que não se goste de um determinado estilo devemos no mínimo respeitá-lo, pois música é acima de tudo uma forma de arte (uma belíssima forma de arte, diga-se de passagem). Vou finalizar esse post por aqui, pois estou me estendendo demais e correndo o risco de começar a viajar demais nas ideias. Há muitos estilos e artistas que pretendo abordar em textos futuros, e esse vasto mundo da música tem muito material oferecer.


Diogo Muniz

Formado em Letras, guitarrista nas horas vagas, amante do Rock e Heavy Metal em tempo integral. Intensamente moderado ou moderadamente intenso. Torcedor do E.C.Mamoré.