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It: A Coisa – 2017 – Andrés Muschietti

Após o desaparecimento de várias crianças, entre elas seu irmão, Bill e seus amigos são assombrados por uma criatura misteriosa que assume a forma de um palhaço assustador chamado Pennywise, o palhaço dançante.

Como grande fã do telefilme de 1993, admito que temi o anúncio desse “remake”. Apesar de ser a primeira vez que vemos essa obra prima ser adaptada para as grandes telas, temos que dar crédito à versão televisiva que nos presenteou com o Pennywise de Tim Cury, que estará eternamente em nossos corações. Inclusive, meu maior medo era de que Bill Skarsgard se apegasse à interpretação de Cury, e fizesse algo mediano e esquecível.

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Agora, admito minha enorme surpresa depois de assistir ao filme. Primeiramente, apesar de muitos criticarem, achei a ideia de dividir a trama em dois filmes de uma esperteza sem tamanho. Por que? Bom… o livro do Mestre King é uma obra prima do medo que possui 1.100 páginas, tendo a história dividida em duas partes, a infância e a vida adulta dos Losers.

Os detalhes são extremamente importantes para a trama, o que faz com que a jogada de Andrés Muschietti (Mama, 2013) seja de ótimo gosto. Dito isto, diferenças são notáveis mas não atrapalham no desenvolvimento da história. Concordo com o próprio King ao dizer que o filme é muito bom.

Nessa adaptação, temos nossa turma situada no final dos anos 80, o que, no meu ponto de vista, foi uma ideia muito boa por trazer a história para uma época mais próxima à geração atual. Tudo bem que todo o clima lúdico do final da década de 50 é perdido, e uma modernidade que poderia ter atrapalhado o longa é introduzida, mas isso não acontece.

Os Losers são, a meu ver, mais carismáticos que no telefilme, e vários detalhes deixados de lado em 1990, foram encaixados, deixando fãs do livro ansiosos pela segunda parte.

Destaque para Bill Skarsgard que deixa sua marca em uma nova geração, que talvez não tenha tido a oportunidade de ver o clássico de 90, mas que também impressiona os fãs do Pennywise de Curry. Também tem seu crédito as crianças; Jaeden Lieberher faz de Bill Denbrough uma criança que poderia viver na sua rua, enquanto que Finn Wolfhard nos dá um Richie Tozier mais divertido. Sophia Lillis nos apresenta uma Beverly mais forte, como se esperaria de uma garota dos anos 80.

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Todo o filme é de deliciar os olhos e a mente, pelos detalhes da maquiagem, que fizeram de Pennywise um pouco mais assustador, e ainda mais, pela fidelidade a um dos clássicos do mestre do terror.

It: A Coisa mostra que às vezes, dividir um livro em mais de um filme, pode dar certo, e nos deixa ansiosos pela segunda parte.

N.A.: Tomara que não nos dê a mesma surpresa que Ninfomaníaca.

Trailer legendado:

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