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Mad Max – Fury Road (George Miller – 2015)

Miller é daquele tipo de cineasta que carrega um grande acumulo de funções, desde produtor a médico. Entretanto, seus trabalhos, talvez seja por isso que nos longos anos de carreira, ele tenha feito “poucos” filmes. Mas sempre deixando uma impressão marcante em cada obra que decide fazer, como Babe, Happy Feet, Óleo de Lorenzo e claro, seu trabalho mais conhecido até então, Mad Max, estrelado por Mel Gibson. Dentro das variadas sequencias dentro de seus trabalhos mais emblemáticos, Mad Max ultrapassa a insistência de querer contar uma história repetidas vezes, algo que vem se tornando cada vez mais comum no cinema norte-americano, e que não vai parar apenas em reboots de filmes de 80 e vai além dos filmes de super-heróis.

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Max (Tom Hardyé um fugitivo do antigo mundo. Após uma guerra termonuclear que deixou o planeta estéreo, as pessoas começaram a brigar ainda mais pelo pouco de combustível que era produzido ainda e por água. A falta de comodidade e de segurança, empurrou a humanidade a uma estrada de mão unica para a loucura. O solitário viajante é capturado pelos seguidores de Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne) um líder tirano de uma das poucas sociedades existentes, na sua tentativa de fuga, ele se vê no meio de uma guerra travada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) contra o lider Immortan Joe, após resgatar prisioneiras escondidas.  

Se por um lado eu ainda peco demais nas sinopses dos filmes, por outro é mais fácil descrever o contexto da história sem ficar preso a dar ou não spoliers. Miller fincou sua participação no imaginário popular da cultura pop mundial com essa visão pós apocalíptica distópica, onde, o mundo em que vivemos hoje, enlouqueceu com a falta de combustível, o que gerou a guerras mais agressivas (diferente das que já conhecemos hoje), nesse momento, a cena inicial do filme pra ser mais especifico, somos apresentados aos eventos anteriores do enredo de uma foma documental. Recortes de noticiários são mostrados de forma documental para narrar de forma rápida o que aconteceu, desde as guerras entre as nações com bombas termonucleares, a escassez de água a nivel global, empurrando ao que parece a uma quarta guerra pelo domínio de água.

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A trilha sonora ficou por conta de Junkie XL (Hooligangs, Resident Evil), que realmente fez um trabalho primoroso, até mesmo nos primeiros trailer é possível ver a qualidade e o espaço interpretativo que ela dá, Infelizmente, está bem destoante no filme inteiro. É fato que a trilha tem uma importância vital na construção da diegese do filme, e ao mesmo tempo que pode enaltecer, pode derrubar vários pontos interpretativos, como foi nessa obra. A impressão que tive, é de ver um filme que foi editado por uma pessoa de fora da produção.

 

Mas se por um lado a trilha sonora capengou, a fotografia do filme é insanamente bem construída. John Seale (Rain Man, Talentoso Ripley) conseguiu trazer nas cores vivas a ambientação perfeita para um cenário estéreo. Um contraponto de fazer bonito o que se tornou feio e degradado, a decadência de sociedades que perderam a sanidade.

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Miller deu algumas manotas na hora de fazer esse reboot da série. Na trilogia original, o Guerreiro da estrada é apresentado de uma forma muito mias protagonista do que nessa nova versão, e muito do personagem só pode ser entendido por quem conhece a história. Como assim vamos reescrever uma história e não vamos, na mesma, apresentar o personagem sem a necessidade de uma leitura “extra-campo”?

O que quero dizer é que não vejo ainda de uma boa forma todos esses reboots de grandiosas obras (principalmente dos anos 70 e 80) para o cinema de hoje e esperar a agregação do novo e antigo público. Se a pretensão é mostrar uma nova forma de contar uma mesma história, se prender a ganchos da anterior é um fiasco. Em Mad Max Fury Road, o que se tem em primeiro plano é sempre a personagem de Charlize Theron e o seu conflito a ser envolvido, Max é apenas um fugitivo que foi pego de surpresa no meio de uma guerra que não era sua e resolveu ajudar.

 

De fato não é um filme que eu esperei, ainda mais depois do lançamento do primeiro trailer mas não desmerece o que foi feito e não tira ele do posto de um ótimo blockbuster para assistir com os amigues empolgados, sério, isso não foi pejorativo, vão assistir no cinema.