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Passageiros (Passengers – Morten Tyldum – 2016)

Dois passageiros acordam em uma viagem inter galática 90 anos antes do programado, como são as duas únicas pessoas que estão acordadas, o relacionamento dos dois se estreita, mas, como todo filme clássico, tem sempre uma merdinha que acontece para dar um ápice na curva dramática que avacalha a vida dos dois abordo, e dos demais passageiros e membros da tripulação que estão em sono programado para o final da viagem.

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 A premissa do filme é boa pra caramba. Juro que não estou fazendo graça. Uma viagem inter planetária que duraria 120 anos, para um novo planeta que será populado pela raça humana mas em algum momento da viagem da merda e a galera tem que se virar por que eles estão no fodendo espaço aberto. Bem, tinham tudo, um bom argumento, uma senhora grana para a produção um tema muito daora de ser tratado mas… ficou ai nisso mesmo.

O primeiro ato do filme é bem trabalhado, apesar de Cris Pratt ter brilhado nos papeis dos filmes Guardiões da Galáxia e Parks and Recreation não parece mais conseguir destaque em outro papel, o que é bem triste, já que a primeira hora do filme é praticamente com ele. A sua capsula de hibernação da pau e ele é o primeiro a acordar, uma piada com o sofrimento de passar um ano sozinho na nave é ensaiada, fazendo alusão a Jack Torrance em o Iluminado, mas fica apenas visualmente, o que é ao mesmo tempo um alivio, um desperdício.

Falando em desperdício, onde entrou essa grana toda para ter apenas três cenas externas do espaço, GENTE! Eu to indo no cinema ver um filme em 3D, cadê as nebulosas? O orçamento todo foi parar para a participação micro especial de Andy Garcia?

O filme é bem mediano na sua concepção geral, no final das contas é apenas uma história de amor e decepções, só que no espaço.