65-power-rangers

Power Rangers – 2017 – Dean Israelite

Era uma vez cinco adolescentes normais, vivendo seus dramas pessoais, até que uma inteligência extraterrestre os escolhe, e assim, eles se tornam guardiões da vida, ou como são chamados, os Power Rangers.
Começo minha primeira publicação por aqui com um filme que com toda certeza, já tem o carinho de muitos, até mesmo daqueles que ainda não o tenham visto. Levante a mão quem nunca ouviu falar ou assistiu algum episódio dos famosos heróis das manhãs da TV aberta. Viu? Sem mãozinhas levantadas.
Esse grupo, seja em qual geração for, fez parte da infância de muita gente e agora alça novos vôos com um blockbuster de tirar o fôlego para conquistar a turma que não teve acesso às tramas iniciais e aos vilões originais.
Confesso que entrei na sala de cinema com baixíssimas expectativas, mas me surpreendi positivamente. É um filme de origem, onde tudo é explicado com detalhismo e cuidado para que todos possam entender.
As sequências de ação são constantes, apesar de não haver cenas de pancadaria como grande parte do publico pode desejar. O bom humor está sempre presente, com uma partezinha que apela para o emocional aqui e ali, mas nada que estrague ou que leve você às lágrimas. Ou leve, quem sabe?

Destaque para o novato RJ Cyler como o encantador ranger azul que nos cativa logo na primeira aparição. É o ranger que mais se destacou ao meu ver. Não que os outros sejam ruins, mas RJ se destaca pelo carisma, e no fim acabamos desenvolvendo um certo carinho por ele. Cada ranger tem sua personalidade e uma justificativa para tal, como é o caso da ranger amarela. Representatividade importa até mesmo quando pequenina? Acho que sim.

Elizabeth Banks com sua Rita Repulsa surpreende, e ao contrário que vi muita galera escrever por aí, não a achei teatral demais, ou muito ligada à vilã da antiga série. Muito pelo contrário, me chamou a atenção justamente por achar o clima bem mais pesado e menos engraçado como era.

Bryan Cranton continua esse ator maravilhoso que todos nós amamos e idolatramos, mas nada de novo. Não tenho certeza se é porque maratonei Breaking Bad recentemente, mas não achei algo que me fizesse arrepiar como “Sr. Branco” me fazia. Acho que isso é querer demais pra um filme infanto-juvenil? Vocês me dirão.

Alpha 5, o robôzibnho tagarela que conquistou nossos corações, volta em uma versão mais moderna que pode desagradar ao público, mas que nos dá um conforto nostálgico vê-lo dizer seu famoso “Ai ai ai ai ai” na voz do Bill Harder que eu acho hilário. Apesar do visual, acho que ao fim do filme, mesmo quem o havia desaprovado, vai sair do cinema com aquele mesmo carinho que tínhamos por ele antigamente.

É um filme divertido, interessante, um pouquinho emocionante, mas isso pela nostalgia. Minha pele se arrepia só de lembrar o momento em que a música tema da antiga série tocou e principalmente, quando o Megazord surgiu.

Recomendo a tour ao cinema para apreciar esse filme de origem que dá início à uma franquia que tem tudo para dar certo e conquistar nossos corações.

Nota: Tem cena pós créditos e cameo da Amy Jo e Jason David Frank, primeira ranger rosa e primeiro ranger verde/branco.

Trailer Legendado:

Trailer Dublado: