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Rei Arthur: A Lenda da Espada – 2017 – Guy Ritchie

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Arthur é um rapaz que cresceu nos bordeis e ruas de Londonium sem saber de sua origem real até que toca a lendária espada Excalibur. Essa é a premissa de Rei Arthur: A Lenda da Espada.

Apesar de ser mais um entre tantos, o filme de Guy Ritchie (Snatch, Sherlock Holmes) tem toda uma roupagem nova, dando um gosto diferente a um mito que fascina há séculos. Diferente pois temos toda a história, desde o reinado de Uther (Eric Bana), a fuga do bebê Arthur e seu crescimento pelas ruas da cidade, em um sofrimento que constrói sua personalidade. Vemos a traição de Vortigern (Jude Law) e toda a sua ascensão como o grande vilão da história.

Filme cheio de ação, cenas bem pensadas e executadas com primor. Guy Ritchie nos delicia com suas tomadas impossíveis, seus efeitos especiais e sua trilha sonora. Inclusive, destaque adicional para este quesito: As músicas são fantásticas e ditam o ritmo de cada cena com uma maestria sem fim.

Apesar do filme ser bom, Charlie Hunnam (Pacific Rim) não me impressionou como o personagem título e ficou apagado ao lado de seus companheiros de cena. Arthur se tornou um personagem secundário aos meus olhos, me fazendo desejar a aparição de Bendivere (Djimom Hounsou), Back Lack (Neil Maskell) e a the Mage (Astrid Bergès-Frisbey).

Inclusive destaco a atuação dos dois novatos em Hollywood: Maskell e Bergès-Frisbey. Ele nos entrega um personagem totalmente desapegado de valores convencionais que vive uma vida “fora da lei” com Arthur para sustentar o filho. Ela nos presenteia com uma personagem misteriosa, aprendiz de Merlin, que ajuda o protagonista em suas várias enrascadas. Seu nome não é revelado e isso me faz pensar: caso o filme dê o lucro desejado e o desejo de Ritchie se concretize de tornar a história em uma franquia, não me surpreenderia se a personagem fosse nossa fada preferida de todos os tempos, a magnânima Morgana.

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Infelizmente, pela primeira vez em um artigo, farei um destaque negativo: David Beckham. O papel é pequeno na história, mas a atuação foi tão ruim que é sofrível assistir ao mico pago.

Rei Arthur: A Lenda da Espada traz ao cenário atual, com uma nova roupagem, um mito que por anos vem sido contado. Dá um visual moderno a algo que inspirou a literatura mundial em suas histórias e assim, pôde tornar contemporâneo algo que traria pouquíssimo interesse à nova geração de cinéfilos.

Trailer legendado: