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Marilyn Manson – The Pale Emperor (2015)

Marilyn Manson deixou de ser aquela novidade que aterrorizou muitas famílias tradicionais dos anos 90, mas isso não quer dizer que esteja morto. Seu último álbum de estúdio, intitulado The Pale Emperor, parece dar boas mostras que o “Anti-Cristo Superstar” ainda está em boa forma.

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Lançado em janeiro de 2015, sendo o nono disco de estúdio, The Pale Emperor contém 13 faixas (em sua versão bônus). Os temas de violência, sexo, religião / elementos religiosos, drogas, dependência e vazio existencial são postos novamente em cena por Manson, mas de forma mais organizada, por assim dizer, mais distante daquele turbilhão emocional de seus primeiros álbuns e obras da ascensão de sua carreira em 90/2000.

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A primeira música do álbum, Killing Strangers, tem uma pitada de duração excessiva, tornando-a um pouco tediosa. Por outro lado, ela traz à baila o assunto de armamento – seja ele físico ou abstrato. A imagem de matar estranhos para não matar a nós mesmos ou àqueles que amamos, seria logo identificada por algum entusiasta de teorias psicológicas como um exemplo bem didático de projeção. Enfim, é até difícil se apartar dessas leituras psicologizantes quando se trata de Marilyn Manson, que sempre envolve temas como estes em suas músicas.

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Continuemos: Em seguida, ouvimos o single Deep Six, uma obra prima que se inicia com os vocais arrastados até chegar ao seu “auge” eufórico, além de sua letra ter um ataque ao tão aclamado narcisismo; e Third Day Of A Seven Day Binge tem um ritmo mais parecido com o country, mas não deixa de ser interessante.

Outras músicas como Slaves Only Dreams to Be King e The Devil Beneth My Feet relembram, mesmo de uma forma um pouco distante, o som industrial de outras músicas da época do estouro comercial de Manson.

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Em suma, o disco encontrou uma mistura perfeita de metal-industrial, glam rock, new wave e blues, talvez sendo um dos trabalhos musicais mais interessantes lançados pela banda até agora. De modo geral, Marilyn Manson [Brian Warner – mas que carrega o nome “Marilyn Manson” por si só] continua sendo aquele cara que não é nada indicado para tocar nas festas em família – principalmente das mais conservadoras – mas que faria um Halloween completo.

Destaque especial para o clipe de The Mephistopheles of Los Angeles, dirigido por Francesco Carrozzini (Ultraviolence, de Lana del Rey, 2014):

 

Nome: The Pale Emperor. Artista / Banda: Marilyn Manson. Ano de Lançamento: 2015. Gravadora: Hell, etc. Banda: Marilyn Manson – vocais, Twiggy Ramirez – baixo, Tyler Bates – guitarra / teclados, Gil Sharone – bateria, Shooter Jennings – guitarra.

Faixas [versão deluxe]:

  • Killing Strangers – 5:36
  • Deep Six – 5:02
  • Third Day of a Seven Day Binge – 4:26
  • The Mephistopheles of Los Angeles – 4:57
  • Warship My Wreck – 5:57
  • Slave Only Dreams to Be King – 5:20
  • The Devil Beneath My Feet – 4:16
  • Birds of Hell Awaiting – 5:05
  • Cupid Carries a Gun – 4:59
  • Odds of Even – 6:22
  • Day 3 – 4:11
  • Fated, Faithful, Fatal – 4:41
  • Fall of the House of Death – 4:30