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A Torre Negra – Nikolaj Arcel – 2017

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Um garoto comum tem sonhos com um universo paralelo, onde um homem misterioso usa o poder de crianças para tentar destruir uma enorme torre. Em um deles, ele vê um homem diferente, obcecado por vingança e extremamente habilidoso com suas armas. Essa é a trama de A Torre Negra (Dark Tower, 2017), filme homônimo da consagrada saga de Stephen King, dirigido por Nikolaj Arcel (Os Homens que Não Amavam as Mulheres, 2009), e estralado por Idris Elba (Rock’n’Rolla, Beasts of No Nation) e Matthew McConaughey (Interstelar).

Primeiramente, deixo claro que não li todos os livros, então meu artigo se baseará apenas em minha experiência como espectadora do filme. Ressaltando a importância A diferença entre obras adaptadas, inspiradas e baseadas (para o cinema).

Apesar do ritmo acelerado, pontas soltas e diálogos rasos, eu gostei. Ritmo acelerado porque não há aprofundamento em uma trama que exigiria isso, afinal são 7 livros, ou 8, dependendo do ponto de vista. Arcel justificou sua proposta, dizendo que a história se passa após os acontecimentos retratados na saga. Como os fãs de King, eu não comprei a ideia.

Várias coisas não são explicadas, nos deixando com aquela enorme interrogação em nossas mentes. Poderia ser bom, por nos dar curiosidade de ler os livros, mas é ruim para o filme por nos deixar em dúvida sobre várias coisas e acontecimentos. Apesar das atuações excepcionais de Elba e McConaughey, não há uma profundidade e complexidade necessárias para tornar os personagens interessantes, tornando o filme um tanto bobo e esquecível.

Os efeitos especiais são bem feitos e caprichados, mas nada que saia do “lugar comum” dos filmes de ação atuais. O embate final é bom, mas um pouco decepcionante, nos deixando com um gosto agridoce na boca, e nos fazendo pensar: “Por que resolveram fazer um único filme?”

Mas como disse anteriormente, eu gostei. Gostei porque apesar de todas as falhas, o filme entretém e nos deixa com vontade de conhecer mais a fundo todo o universo em torno da Torre Negra, e suas possibilidades. É um filme digno de Sessão da Tarde, eu diria.