vicio inerente

Vicio Inerente (Paul Thomas Anderson – 2014)

N.E.(17/04/2017): Texto originalmente postado no site por Barbara Moreira

O novo filme de Paul Thomas Anderson (Boogie Nights, Magnolia), tem Joaquim Phoenix no papel principal e cartilha de atores pouco requisitados no cinema norte americano, tirando alguns, como por exemplo Owen Wilson. Como Magnolia, o filme segue a linha de vários histórias entrelaçadas que se juntam à trama do filme, e é preciso se manter atento à história para que o espectador não se perca durante a apresentação delas. Todas as pequenas histórias fazem parte da trama central, sendo esta uma premissa muito simples: a ex namorada de Doc (Phoenix) planeja um golpe contra o atual (e rico) marido juntamente com sua ex esposa e o amante dessa ex esposa. Ela então busca a ajuda de Doc, um detetive particular hippie que cumpre todos os estereótipos da época. Uma coisa legal no filme de Paul Thomas Anderson é que, apesar de seguir esses estereótipos de época, jamais o personagem se torna caricato; muito pelo contrário. O personagem é redondo e por vezes você questiona se ele é o bonzinho, o louco, o hippie maconheiro, etc. O que interessa é que, mesmo se perguntando isso, você nunca deixa de torcer pelo personagem e para que ele descubra a verdade. Há também dentro do filme, uma mescla de romance que não é o clichê de hollywood, o que o torna muito mais interessante. Torcemos pelos personagens e queremos que eles fiquem juntos, mesmo que isso seja uma coisa que as vezes pareça que não vai acontecer. Como os outros filmes de Paul Thomas Anderson, a história é complexa mas nunca complexa demais, o que faz com que qualquer um que vá ao cinema consiga compreende-la por completo. E é isso que faz o trabalho dele em Vicio Inerente belíssimo: mesmo o espectador desavisado vai aproveitar o seu tempo em frente à tela.